Depois de Rio de Janeiro, Curitiba, Vitória, Florianópolis, Porto Alegre, Campo Grande e Salvador,
LUCIO 80 - 30 chega a Maceió!
Venham todos se divertir com essa família muito louca!
O espetáculo acontecerá nos dias 5, 6 e 7 de dezembro, no Teatro do Colégio Marista.
Sessões na sexta e no sábado às 21hs e no domingo às 20hs.
Os ingressos custarão R$ 50 - inteira e R$ 25 - para estudantes e idosos
e estão sendo vendidos nas Lojas Maxhu´s do Hipper Center Farol e do Shopping Iguatemi.
Neste final de semana nos apresentamos no Theatro São Pedro em Porto Alegre.
E eu queria agradecer o carinho com que o público gaúcho nos recebeu, lotando todas as sessões mesmo com chuva e eleição.
Um obrigado especial a todos da Opus Assesdsoria e Promoções, pela parcería e profissionalismo.
Também a todos do Theatro São Pedro que nos acolheu com muito amor.
GOL Linhas Aereas, RBS, Hotéis Mercure, Restaurante Marco's, il quisi Ristorante.
Até a proxima !!
MANUAL PARA SE DEFENDER DE ALIENIGENAS, ZUMBIS E NINJAS
Estréia mundial do curta de André Moraes, com Lucio Mauro Filho, Martin Mendonça,
Carlos Alberto Riccelli, Rodrigo Santoro, Aramis Trindade, Rafael Greyck, Sergio Mallandro e grande elenco.
Neste sábado ás 20:00hs, no Cinema Odeon BR, Praça Mahatma Ganghi, 2 - Centro.
Rio de Janeiro
enviada por Lucinho
08/10/2008 16:29 Para os coleguinhas que querem aparecer mesmo quando não precisa...
Nunca o bastante
Você está confuso e ansioso
Está comendo, bebendo e usando de tudo
e de todos.
Cuidado!
Olhe um pouco adiante
Você está desconfiado, estressado
Com o corpo todo doído, aflito
E por pouco
negado.
Não há quem agüente
Você ta grave e agudo
Está bravo, zangado com tudo
E com todos
Coitado
Um louco alucinante
Você num rompante descobre
Que perdeu a poesia que já era pobre
Que se perdeu na arrogância da sua humildade,
falsidade, ególatra, ególico (ignorar sentença), adicto da celebridade.
Tudo será como antes, não obstante que para você
Tudo,
Nunca é o bastante.
Depois que saiu na internet que eu iría procurar uma atriz desconhecida para interpretar a protagonista do meu curta, choveu gente do Brasil todo, interessados em fazer um teste.
O curta só será rodado no verão, mas eu criei esse e-mail para que as pessoas possam mandar seus currículos e fotos.
garotadometro@globo.com
Lembrando que a garota do Metrô tem no máximo 17 anos!
Enquanto isso, fica aí a cronica, publicada no Jornal O Globo em 28 de abril de 2006.
A GAROTA DO METRÔ
Lucio Mauro Filho
Nos meus tempos de garoto, só existiam dois jeitos de um filhinho-de-papai-da-Zona Sul conhecer a Zona Norte.
Ou dormia no trajeto para o Centro e só acordava na Saens Pena, ou uma paquera lhe fazia continuar no vagão rumo ao desconhecido.
E foi assim que me apaixonei pela garota do Metrô. Eu precisava saltar na Cinelândia para buscar meu registro provisório de ator. Peguei o trem em Botafogo e na Glória eu já estava completamente apaixonado. Ela tinha um jeito diferente das garotas de Ipanema. Vestia um uniforme de saia plissada e camisa de botão. Sua timidez era muito sedutora. Como os bancos do Metrô são de frente uns pros outros, fiquei observando sua beleza enquanto se aproximava meu destino. Levantei-me para saltar e quando me encaminhava para a porta percebi que a pessoa que estava sentada ao lado da garota se levantara também. A voz no sistema de som alertou Estação Cinelandia, como se dissesse, É agora ou nunca meu filho!
A porta se abriu, as pessoas saltaram e eu fiquei. Numa cena beirando o ridículo, sentei ao lado da garota como se tivesse acabado de entrar naquele vagão. Pelo canto dos olhos vi que ela ria discretamente. Era claro que ela tinha percebido que eu já estava ali naquele vagão, comendo-a com os olhos e se tinha sentado ali, era porque alguma coisa eu estava querendo. Botando toda minha criatividade a serviço, puxei a introdução:
Esse Metrô pára na Saens Peña?.
Ela olhou dentro dos meus olhos e sua timidez se transformou em sapequice.
Esse aqui sempre pára na Saens Pena. A não ser que você salte no Estácio e pegue a transferência para a Linha Dois.
Pronto. Era o que faltava para eu cair de quatro por aquela mulher. Que inteligência, ela sabia tudo de Metrô!
Olhei para o mapa de estações acima da porta, vendo o trajeto que aquele trem faria até a Praça Saens Pena. Já estávamos na Uruguaiana e eu tinha pouco tempo pra resolver aquela parada. Eu precisava ao menos saber para onde ela iria. Ela disse que saltaria na São Francisco Xavier. Olhei novamente para o Mapa de Trajeto e constatei que era a estação anterior à que eu supostamente iria saltar. Rapidamente emendei.
- Pois é. O cara lá do lugar aonde eu vou, me disse que lá, é exatamente no meio do caminho entre a São Francisco e a Saens Peña. Talvez seja melhor eu saltar com você e ir andando.
Masoquista, ela me perguntou qual era a rua que eu ia. Já desesperado sem conhecer nenhuma rua na tijuca, me agarrei à única alternativa que me restava. Olhei para o escudo que ela trazia no peito e mandei:
- A referência que me deram foi o Colégio da Companhia de Santa Teresa Jesus .
E com aquele sorrisinho de quem tá sacando tudo, ela comentou:
- Que coincidência, eu estudo lá!
Eu já estava me sentindo um idiota e resolvi então abrir o jogo.
- Você não quer matar aula comigo? Agente toma um caldo de cana, come um pastel, se beija, não necessariamente nessa ordem...
E então o sistema de som anunciou
-Estação São Francisco Xavier, como se dissesse É agora ou nunca meu filho!.
E não me restou outra opção senão a de tacar-lhe um beijo na boca, que duraria até o ponto final.
A partir dali começou o meu romance com a garota do Metrô. Ela me levou para conhecer a Tijuca, a Praça dos Cavalinhos, o clube do América e o Tijuca Tênis também. E assim, depois de conhecer todo o trajeto da Linha Um, nos transferimos para a Linha Dois. E nos amamos no Pavilhão de São Cristóvão, no Jardim Zoológico e no shopping que tinha acabado de inaugurar em Del Castilho.
Com ela, aprendi como podemos ser iguais mesmo vindo de lugares tão diferentes.
Hoje, alguns anos depois, quando vejo meu filho do alto de seus três anos penso:
Será que ele vai ter a sua garota do Metrô?
Do jeito que as coisas estão, acho que não. Pois em vez de educarem nossos galãs do transporte público, querem apenas segregá-los.
Com os vagões de sexo definido, restou apenas o telefonema de Claude, meu amigo transexual, me perguntado se ele deve usar agora o vagão do meio.
Claro que o DJ da festa só podería ser o melhor do ano, dos anos, dos ultimos, meu amor Rodrigo "Bailinho" Penna.
E eu sou o fanfarrão do ano! VIVA JOÃO!!!
Atendendo a pedidos, estou postando a cronica que escrevi em homenagem ao dia dos pais.
Ela foi publicada originalmente na Revista O Globo no dia 10/08/2008.
O Pai Eterno LUCIO MAURO FILHO
Durante mais de 30 anos acreditei que meu pai era eterno. Isso, baseado em fatos concretos. Não me lembro dele indo a qualquer tipo de médico ou fazendo check-up. Sempre comeu pouco, mantendo-se incrivelmente saudável à base de dez doses de uísques e dois maços de cigarro. E assim, contrariando todas as probabilidades, ele foi enterrando colegas mais jovens e seguindo em frente, curtindo a terceira idade com a disposição de quem tem 20. Nunca parou de trabalhar e, principalmente, de badalar. Um atleta da boemia. Uma boemia que está entrando em extinção.
Na véspera de completar 80 anos, uma indisposição fez com que ele tivesse que dar um pulo no hospital. É claro que ele não gostou. E foi então que recebi um telefonema, sendo convocado para ir acalmar o velho, pois os exames revelaram uma bolha de ar no seu coração. O jeito era mantê-lo monitorado por pelo menos 24 horas para que se pudesse medir a gravidade do fato.
Quando cheguei ao hospital, papai estava enfurecido por ter que ficar internado, soltando frases como Com 80 anos, se ficarem procurando coisas em mim, é claro que vão encontrar!, ou, então, Se eu quiser morrer agora eu morro. Já fiz tudo o que tinha que fazer na vida!. E de repente eu me deparei com uma reflexão que eu já deveria estar fazendo há muito tempo. A de que meu pai não era imortal, e o pior, aos 80, ele estava se aproximando cada vez mais rápido do final da caminhada.
Foi um susto tão grande que eu resolvi dormir com ele no hospital. Queria fazê-lo acreditar que tudo não passava de um exame de rotina. Só que o que era pra ser resolvido em um dia demorou dez, e durante esse tempo todo fiquei com ele, dormindo todos os dias ao seu lado, conversando amenidades e tentando convencer os doutores a liberá-lo o quanto antes. Durante o tempo em que passamos juntos, pude constatar o imenso amor e admiração que tenho por ele. E que talvez não tivesse externado esses sentimentos como eu gostaria, afinal de contas, nós, os meninos, não somos educados para isso.
Mesmo tendo uma relação de carinho e de abertura com ele, nossas conversas no quarto eram sempre meio truncadas, e eu sem saber se pulava em cima dele pedindo para que ficasse mais um pouco aqui neste mundo. Fui então pedir pro Pai Eterno e nessas conversas que tive com Ele, cheguei à conclusão de que existia um motivo muito forte para que meu pai não fosse embora. Nós ainda não havíamos nos encontrado no palco. Pai e filho, dois comediantes populares, que carregam o mesmo nome. Eu jamais me perdoaria se o papai partisse antes de realizarmos esse encontro.
Então, quando finalmente veio a alta, fui correndo pra casa escrever uma peça pra gente. Uma peça na qual eu pudesse dizer Eu te amo todos os dias pra ele. E com direito a platéia! Foram nove meses escrevendo. Um espetáculo com tintas autobiográficas, onde representaríamos nós mesmos, usando como mote a iminência da morte, para que pudéssemos lembrar às platéias a importância de dizer Eu te amo. No meio do caminho convoquei meus irmãos para participarem da jornada, e o velho adorando tudo. No dia 13 de março, último dia dos 80 anos do papai, começamos a realizar o sonho.
Foi uma estréia muito louca. Os convidados riam antes das piadas e se emocionavam até com troca de cenário, afinal, a maioria já conhecia aquela história. Quando terminou, tínhamos um teatro em prantos, uma família em êxtase e o papai feliz como eu nunca tinha visto. Fomos cumprimentar os nossos amigos e, quando deu meia-noite, papai completou 81 anos de vida. Parecia um garoto aditivado pela vitamina mais importante que um artista pode ter. O trabalho.
Depois de quatro meses no Rio, vamos rodar o Brasil. Pra mostrar como esse homem está inteiro, fazendo as platéias rirem, se emocionarem e aplaudirem de pé. Hoje, Dia dos Pais, estaremos em Curitiba, comemorando no palco, ele rodeado pelos filhos. E eu continuo aprendendo com ele, todos os dias, a ser com meus filhos, Bento e Luiza, pelo menos um pouco desse pai maravilhoso. Neste domingo, ninguém vai esquecer de dizer Eu te amo. Sugiro que esse gesto seja repetido o ano todo. Com nossos pais, mães, filhos, netos e amigos. A vida fica bem melhor. E já que o espaço me permite, aproveito pra repetir mais uma vez: pai, eu te amo!
Neste ultimo domingo, curtí um dia dos pais especial. Pela primeira vez, comemorei o dia no palco e com meu pai e meus irmãos.
Apresentamos nosso espetáculo "Lucio 80-30" em Curitiba. Só um evento desses pra compensar o fato de passar o dia longe dos meus filhos amados. Mas valeu a pena!
Um abraço especial para todos que trabalharam conosco, com carinho e profissionalismo.
Ítalo, Luis, Furlan e toda a turma do Teatro Regina Vogue (que maravilha de teatro!)
Dia 22 de Agosto, estaremos nos apresentando em Vitória/ES.
Alô Capixabas! Estamos chegando pra fazer rir e emocionar.
Alô galera!
O nosso espetáculo vai até o final do mês de junho, no Teatro do Leblon, Rio.
Venham rir e se emocionar com a nossa história.
Abaixo, alguns dos queridos amigos que já foram nos prestigiar.
Espero vocês!
Esta semana estive no 61ºFestival de Cannes, para a pré-estréia mundial do filme Kung Fu Panda, a nova animação da DreamWorks.
Eu faço a voz (em portugues) do Panda Po, apaixonado por Kung Fu.
Abaixo, eu e o mestre Jack Black (que faz a voz original), mostrando nossas habilidades marciais, durante evento do filme.
Um abraço para todos da Paramount e da DreamWorks, que fizeram com que eu me sentisse uma Cindrela em Cannes! Hahaha